"Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca idéias."

- Pablo Neruda

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Movimento popular vai levar carta de brasileiros à presidente eleita



Caminhada parte de São Paulo em 21 de novembro e deve chegar a Brasília no dia da posse em 1º de janeiro

Desvinculada de partidos ou instituições oficiais, um grupo de brasileiros tomou a iniciativa de levantar as principais reivindicações e desejos de seu povo para levar à presidente eleita Dilma Roussef um documento intitulado “Carta de um brasileiro”.

O documento será entregue em Brasília, no dia da posse da nova presidente, em 1º de janeiro, pelo professor universitário de comunicação social, Backer Ribeiro Fernandes, que idealizou o projeto. “A ideia foi criar um espaço para manifestação espontânea dos brasileiros, estabelecendo uma comunicação direta com o próximo governante”, explica.

Para elaboração do documento inicial, o IBOPE fez uma pesquisa, no período de 15 a 18 de outubro, com 2002 pessoas em 140 municípios brasileiros, com a pergunta: “Se você pudesse se encontrar com o presidente eleito por apenas 5 minutos, o que você pediria a ele para si mesmo?” Esta pesquisa de opinião pública em todo o território nacional levantou os principais “pedidos” do povo brasileiro ao futuro governante.

Ao levantamento inicial serão agora acrescidas as opiniões e manifestações dos internautas no site www.cartadeumbrasileiro.com.br. “O resultado da pesquisa e da consulta on line irá nortear o conteúdo da carta, constituindo-se num documento valioso que poderá contribuir com o planejamento das ações sociais do futuro governo”, comenta Fernandes.

A etapa agora é de mobilização para agregar valor à carta. Para que as pessoas possam se manifestar pessoalmente, Fernandes fará um longo percurso: parte a pé de São Paulo no próximo dia 21 de novembro, devendo chegar a Brasília no dia da posse da nova presidente. Serão 40 dias de caminhada (a uma média de 30 quilômetros por dia). Para enfrentar o desafio, o professor está passando por treinamento, supervisionado por médico, preparador físico e nutricionista. “Para quem não é um maratonista, é muito provável que surjam dificuldades físicas ao longo da caminhada”, conta. “Mas o esforço vale a pena, pois representa uma alternativa de participação popular na política nacional”.

Durante a caminhada, Backer Fernandes será acompanhado por uma equipe de cinco profissionais que irão registrar em vídeo e postar informações e fotos no site do movimento, além de alimentar as redes sociais como Twitter e Facebook. “Esperamos que as pessoas se identifiquem com a proposta e se manifestem, criando uma nova cultura de participação”.

Para Fernandes, o ponto alto do movimento é a possibilidade de dar visibilidade a diferentes perfis de um mesmo país. As informações que podem surgir de cada região, cidade, vão expressar tanto necessidades macro como micro, que podem ser aproveitadas por governantes e instituições mesmo após o término do projeto, pois os pedidos postados ficarão disponíveis no site. “Será uma oportunidade de utilizar a tecnologia como ferramenta para dar voz ao brasileiro”.

Emprego é prioridade para o brasileiro – A pesquisa, disponível na íntegra no site, revela de imediato que a grande preocupação do brasileiro é com o emprego, apontado espontaneamente por 36% dos consultados, em todas as classes sociais, sexo, nível de escolaridade e região.

“O fato do emprego ser o top of mind dos desejos levanta uma questão muito importante, uma vez que a taxa de desemprego é a mais baixa quando comparada com a série histórica, algo em torno de 7 a 8%. Isso indica que o problema não está em encontrar emprego mas sim na qualificação do trabalhador, já que o Brasil está precisando e tem importado mão-de-obra qualificada”, explica Fernandes. Os dados obtidos estão, neste momento, sendo analisados pela equipe de apoio.

Backer Ribeiro FernandesSobre o idealizador do projeto – Backer Ribeiro Fernandes, 43 anos, é paulista e comunicador. Doutorando e professor conferencista da ECA/USP, mestre pela Universidade Metodista de São Paulo, relações públicas formado pela Faculdade Cásper Líbero. Professor do curso de Relações Públicas da FAAP (SP) e da Pós-Graduação (Lato Sensu) em Comunicação Empresarial e Marketing Institucional da Universidade Metodista e da Universidade Braz Cubas. Diretor da Communità, consultoria especializada em comunicação para a sustentabilidade. Carta de um brasileiro é resultado de um projeto desenvolvido por Fernandes junto a outros comunicadores, que teve início em 2007.

Mais informações sobre Carta de um brasileiro estão disponíveis no site www.cartadeumbrasileiro.com.br


Mais informações para a imprensa:
Juliana Lira | (11) 9111-5181
Mariana Moraes | (11) 7624-1639
imprensa@cartadeumbrasileiro.com.br | www.cartadeumbrasileiro.com.br | @cartabr

sábado, 19 de setembro de 2009

Sociedade para poucos

Mais uma vez estou aqui, sei que demorei, mas esta difícil...
Desde criança nunca fui fã de futebol como todo menino da minha idade é, mas sempre gostei de Formula 1, levando isso em consideração, sempre acompanhei as equipes e campeonatos, chegando a ir na última corrida do Schumaker aqui no Brasil, por outro lado, o Barrichello, na minha opinião, nunca foi um piloto lá muito bom, mas alguma qualidade ele tem pra se manter a tanto tempo neste que é um esporte tão caro, ele ganhou nesta temporada duas corridas, algo digno de comemoração, mas o que vimos na mídia em geral, foi o total esquecimento desse fato, como já dizia o filosofo Homer Simpson “Para que as pessoas gostem de você, você tem que ser bom sempre, pra que as pessoas não gostem você não tem que fazer nada”.
O que quis dizer com esse breve texto é que a sociedade é ingrata, inconformada, se você necessita de auto-afirmação sinto informar que terá problemas, nossa sociedade não é algo amigável com ninguém e nem nunca será.
Desculpem pelo post, mas tinha que comentar algo, a tempo venho tendo esse pensamento, e achei esse acontecimento do Rubinho um exemplo chave para isso.

sábado, 5 de setembro de 2009

Individualismo, modernidade e civilidade.

Mais uma vez estou aqui, atrasado com meus posts, mas com a promessa de posts semanais.
Este post é de inspiração de uma letra do músico Lobão que retrata bem os meus últimos dias e pensamentos...
Vivemos em uma sociedade fútil, banal, onde a obra mais importante não ultrapassa a visão de seu criador, em outras palavras, o próprio criador, vivemos em algo que o individualismo excedeu os limites. Mas sinto que em algum momento, tudo voltará ao principio, deixaremos de ser gado rastejando ao abate em nossas filas de transporte público, nos libertaremos das grades dos vidros, sairemos da prisão de nossas casas, deixaremos de pagar por um sol que nasce quadrado, por um momento, correremos e sairemos desta nova escravidão, deste novo mito chamado modernidade.
Aceito e entendo que o individualismo nos tenha dado muitas coisas boas, mas é notável que ele nos enchesse de solidão, de dor. Um café, um cigarro, um trago, não é mais vicio, são companheiros, companheiros da solidão, defesa das mentes mais fracas e cansadas.
Como diria o grande Gonzaga, nestes momentos tenho a vontade de “dormir ao som do chocalho e acordar com a passarada sem rádio e nem notícia das terra (sic) civilizada”

PS. Civilizada?

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Como eu amo a escrita!

Peço desculpas a vocês pela demora em postar alguma bobagem aqui, mas estive um tanto ocupado lapidando textos meus e de meus amigos; espero um dia ter tempo de colocar todos eles aqui... Mas, por falar em escrita me recordo de uma coisa que aconteceu há algum tempo...

“Quando você contraria seus princípios, certamente se sente despedaçado, mas esse é o preço que se paga por não se conformar”.

O risco da originalidade é a humilhação, que não passa de uma outra palavra para designar o fracasso.

Certa vez, no colégio, escrevi um ensaio inteiramente em forma de diálogos e recebi nota “2”, não porque o diálogo fosse de qualidade inferior, mas pelo fato de ninguém jamais ter escrito um ensaio naquele formato antes.
Lembro-me da professora dizendo: “−Ensaios são escritos com frases propriamente ditas, não com diálogos”.

O mais claro exemplo de forma em detrimento do conteúdo.

Quando terminei o colégio, o boletim de notas não era dos melhores..., mas, elas pouco a pouco melhoraram, porém agora não aquelas notas numéricas, avaliativas, e sim as notas da vida, e isso ocorreu à medida que eu os convencia, meus amigos, namoradas, conhecidos, de que encontrar o meu próprio caminho, tanto na vida quanto nos textos, tinha seus próprios méritos.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Alexandre Dumas e O Conde de Monte Cristo

Dediquei, desde minha infância, um tempo considerável à leitura do “O Conde de Monte Cristo” do brilhantíssimo Alexandre Dumas, que sempre apregoei como o melhor livro europeu já escrito. Porém, havia algum tempo que não o lera, e, ao passear pela Livraria Cultura da Avenida Paulista, deparei com uma reedição de dois volumes em papel nobre, realmente muito opulente (R$130,00) não sou fã de pagar fortunas em livros, mas por ser a obra que mais admiro, do autor que mais idolatro, tinha que comprar. Corri para a casa, pois não me aguentava de vontade de reler a obra. Contudo ao fazer isso, dessa vez, encontrei pelo menos quarenta parágrafos que desejei reescrever...

Conclui com essa leitura que muitas das coisas maravilhosas de que temos costume de lembrar, fomos na realidade nós mesmos que ali as colocaram...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Auto-Retrato

Tomando por base o menestral Juca Chaves, bolei um auto-retrato.

Divertido, romantico e solteiro, autodidata, poeta, capitalista, da classe de 2006 reservista, nascido a 8 de abril, São Paulo.
Com a bossa de qualquer bom brasileiro, possuo a imaginação de um sonhador, sou classe média, e, vivo um humorista, mas juro que estou duro e sem dinheiro.
Aqui julgam me uma pessoa dissimulada, mentira é reaçao dos mals amigos, que não vivem, vegetam falsamente, dando de doente hipocrisia, mas meu mundo é belo e diferente, vivo do amor ou vivo de alegria e assim eu viverei eternamente senão morrer por outra _______e.